sexta-feira, 8 de março de 2013

8 de março - Dia Internacional da Mulher




A Mulher e a Matemática.

 



Através dos séculos as mulheres tem sido desencorajadas de estudar matemática. Apesar das dificuldades houve diversas que se sobressaíram em seus campos. A nossa ciência (a informática) tem a “sua” mulher: Lady Ada, filha do poeta Byron. Trabalhando anos a fio com Charles Babbage, Ada escreveu o que viriam a ser os primeiros programas de computador da história. Isso em pleno século XIX, muito tempo antes de existir o primeiro computador. Hoje ela é homenageada com a linguagem ADA, em uso pelo Departamento de Defesa americano, entre outros.
Mas o assunto aqui é Sophie German, uma francesa, matemática da pesada, a quem se deve um importante trabalho na área da teoria de números. Há até uma família de números primos chamados Primos de German, na forma $2p+1$, onde $p$ também é primo. Na área da física, German desenvolveu a teoria da elasticidade dos materiais. Sophie nasceu em 1776, filha de um negociante, bem de vida, mas longe da nobreza. Nessa época a matemática estava vedada às mulheres, mas como o assunto poderia surgir em um salão social, as mulheres tinham que ser treinadas para poder falar nisso. Surgiram assim obras que pretendiam explicar a matemática para o “cérebro feminino”. Teve um livro de Francesco Algaroti que explicava o trabalho de Isaac Newton para mulheres. Como se pensava que estas estavam interessadas apenas em romance, o livro é um diálogo entre uma mulher e seu namorado. O homem fala dos princípios físicos enquanto a mulher retruca com exemplos amorosos. Devia ser uma leitura chata pra xuxu.
Sophie se encantou pela matemática ao ler em um livro a vida de Arquimedes. Mais do que a vida, a morte de Arquimedes. Pois, já aos 70 anos, estava Arquimedes olhando uma figura geométrica desenhada na areia da praia, quando um soldado romano, participante das tropas que recém haviam invadido Siracusa, quis saber o que aquele velho estava fazendo. O velho, dirigiu-se ao soldado e fez nenhum caso da interrupção. Deve ter dito algo assim como “Não encha o …”. O soldado não se fez de rogado e meteu a espada na barriga de Arquimedes, matando-o. Sophie pensou que se algo era tão absorvente e inebriante deveria valer a pena estudá-lo. Ela começou e em breve estava repassando os textos de Euler e Newton, escondida, antes de dormir. Quando o pai dela descobriu, passou-lhe uma carraspana, confiscando velas e agasalhos para que ela deixasse de estudar matemática, onde já se viu. Sophie reagiu escondendo uma porção de velas e enrolando-se na roupa de cama. Passava frio mas não deixava de estudar.
Em 1794 fundou-se a École Polytechnique em Paris. Templo do saber, existe até hoje, mas só tinha um problema. Era só para homens. Sophie, passou a frequentar a escola incognita, vestida de homem. Apoderou-se da identidade de um ex-aluno, Monsieur Le Blanc. A escola não sabia que Le Blanc havia deixado Paris e continuou a imprimir resumos e exercícios para ele. Sophie escrupulosamente fazia os exercícios e devolvia-os à escola. A coisa deu zebra, quando o professor supervisor do curso, Joseph Lagrange (outro grande matemático) quis uma entrevista com Le Blanc. Como era possível que um aluno que era muito fraco, pudesse de uma hora para outra apresentar resultados tão maravilhosos ? O que ele teria feito para aprender tão rápido e tão bem ? Sophie foi obrigada a revelar seu segredo e foi um atônito mas contente Lagrange que passou a instruir e orientar “a” nova aluna. Saindo do já conhecido, Sophie começou a estudar áreas inexploradas. E sentiu necessidade de recorrer a Karl Gauss (há controvérsias, mas este aqui bem pode o maior matemático de todos os tempos). Com medo de ser rejeitada por Gauss, quem foi que assinou as cartas ? Ele mesmo, Le Blanc.
A correspondência entre ambos ia de vento em popa, quando durante as guerras napoleônicas, o exército francês invadiu a Prússia. Sophie ficou com medo que seu guru tivesse o mesmo fim de Arquimedes, fosse morto por acaso. Falou sobre Gauss com seu amigo o general francês Pernety, que comandava os exércitos invasores.  Este, impressionado pelo interesse de Sophie fez questão de visitar pessoalmente Gauss, dizendo-lhe que sua vida estava salva graças a interferência de Mademoiselle Germain. Gauss tomou um susto, quem seria essa mulher ? Na próxima carta, o mistério se desfez: M. Le Blanc mudou de sexo de novo. Gauss respondeu com uma carta belíssima a Sophie reconhecendo muito o trabalho dela, “ainda mais por ser mulher”.
Mais para o final da vida, Gauss convenceu a Universidade de Goettingen a oferecer um título honorífico a Sophie German. Seria algo inédito, nunca antes uma mulher conseguira isso. Vencidas as barreiras, quando a universidade ia homenageá-la, um câncer a levou primeiro. Como final desta história, quando a Torre Eifel foi erguida, colocou-se uma placa com o nome de 72 cientistas franceses cujo trabalho permitira erguer aquele monumento. Sophie, cujo colaboração provavelmente foi a mais importante dos 72, não estava lá.
Quase 80 anos depois, quando Madame Curie descobriu o rádio e mereceu o prêmio Nobel, este só lhe foi atribuído desde que o fosse também ao marido. O prêmio assim foi para o casal, e adivinhem quem foi buscar o prêmio das mãos do rei da Noruega ? O marido. Hoje os historiadores da ciência reconhecem que Marie Curie foi a descobridora, o marido foi só de carona. A injustiça foi corrigida anos mais tarde, quando Maria Curie ganhou um segundo Nobel e o marido já havia falecido. Agora, ela é que foi buscar o prêmio. Para terminar esta história, um ano após a morte dela, a filha Irene Curie ganhou outro prêmio Nobel junto com o marido.
Por Pedro Kantek




domingo, 3 de março de 2013

Saiu o edital do concurso para escriturário do Banco do Brasil (BB)






BANCO DO BRASIL : SAIU EDITALl para escriturário! R$2.732 para 2º grau. Prazo abre dia 14 !!!

inscrições de 14 /3 a 12/4
prova -26/5
inicio do curso 22/3